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Rádio Metropolitana


Amor pelo inanimado

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SAÚDE TOTAL

CONVERSAS PSICANALÍTICAS COM O DR. EDUARDO BAUNILHA


                                         AMOR PELO INANIMADO

Parece bizarro pensar que um robô pode fazer muita diferença em nossas vidas, mas pode. E isso não é de agora com o advento de tanta tecnologia.

Presta atenção: em 1939, veja bem! Em uma Feira Mundial de Nova Iorque aconteceu algo muito inusitado. Um homem eletromecânico chamado Elektro, produzido pela Westinghouse Electric Corporation, foi bem aclamado por ajudar as mulheres em seus afazeres domésticos. Parece bem familiar, não é mesmo? (Alexia). Mas o que isso quer nos mostrar é que o amor pelo inanimado vem de tempos bem pretéritos, criando uma consciência que se equipararia e se relacionaria muito bem com o nosso tempo atual: um tempo de muita solidão. O robô, que era somente para ser um ajudante, tinha mais que um objetivo ou função, melhor dizendo. Serviria como uma companhia para quem o utilizasse.

J. Gilbert Baird, da Westinghouse, deu um depoimento na revista Life, dizendo o seguinte: “Elektro é um perfeito cavalheiro e encanta as crianças” (HERTZ, 2021, p. 225). O que ele estava fazendo? Personificando um objeto metálico.

Recentemente, na cidade de Baoding, na China, um homem pediu para ser enterrado em seu Hyundai Sonata prateado. Tal era o afeto que sentia pelo veículo.

Pesquisadores da Universidade da Geórgia, deram robôs Roomba, para 30 famílias e as observaram durante 6 meses. O resultado: dois terços dessas famílias haviam dado nomes para os robôs. O mesmo número conversava com eles e um décimo das famílias compraram roupas para eles e, alguns até levavam o robô para viagens de férias.

Parece assustador, mas é o retrato de um mundo atolado na solidão. Como fomos criados para a conexão, a angústia oriunda da solidão nos faz buscar caminhos muito diferentes do que realmente pode ser o sensato.

Que sigamos pensando... 

Um grande abraço para você!

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