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Rádio Metropolitana


Regulação da emoção

                                       Edu



SAÚDE TOTAL

CONVERSAS PSICANALÍTICAS COM O DR. EDUARDO BAUNILHA


                                        REGULAÇÃO DA EMOÇÃO

O que vamos fazer com o que estamos sentindo? Esta pergunta é um bom começo para quem quer regular suas emoções. Uma pergunta fácil de responder? Lógico que não, porque lida com uma ação extremamente complexa.

Desafiadora porque tem a ver com o pretérito da vida. Como regulavam nossas emoções quando éramos bebês? Além disso, tem o fato de que cada encontro com outrens, fomos influenciados pelo que as pessoas estavam sentindo e vice-versa.

Sendo assim, se fomos emocionalmente negligenciados em qualquer fase da vida, entendemos que tivemos e que dar conta das dificuldades emocionais por conta própria, que estamos à mercê de nossas demandas afetivas, o que pode não ter sido muito saudável, dificultando uma ação efetiva em busca da regulação.

Mas, independentemente das dificuldades ou não do passado, existe uma verdade que precisamos internalizar: regulação não é sinônimo de não sentir. Nem o controle rígido do que sentimos. E é importante atentarmos para o fato de que devemos assumir o que sentimos. É essa permissão que a regulação nos proporciona. Talvez seja o primeiro passo.

Os próximos passos consistem em buscar estratégias para alcançar a regulação emocional. Um desses passos é a respiração consciente, que ajuda a acalmar o corpo e a mente. Outro passo é a estratégia de antecipação, em que se percebemos que vamos adentrar em alguma discussão ou ambiente que nos trará algum estresse, já antecipamos meios para que alguma emoção indesejada seja, pelo menos, minimizada em seus efeitos.

A estratégia de desvio da atenção é bem interessante também. Moderar o impacto da emoção desviando sua atenção do que está nos incomodando pode ser bastante eficaz.

Talvez a mais relevante delas seja a estratégia de reenquadramento cognitivo. Por exemplo: estou vivenciando um momento estressante e busco vê-la por outro ângulo, mudando a percepção da mesma, no afã de dominá-la.

Evidentemente que existem muitos outros meios que podem nos ajudar a regular nossas emoções e, várias delas já relatamos em outras conversas psicanalíticas. Mas achamos por bem trazê-las novamente: estar com as pessoas que amamos, atividade física, sono satisfatório e uma alimentação balanceada.

Que sigamos pensando... 

Um grande abraço para você!

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