Pular para o conteúdo principal

Rádio Metropolitana


No silêncio, a vanguarda: arte brasileira ocupa a Cour des Arts, na Bélgica


A partir de 11 de outubro, a Galeria Cour des Arts, em Hannut, na Bélgica, recebe a exposição “No silêncio, a vanguarda”, idealizada pela Casa 100 Gramado. A mostra seguirá aberta até o final de dezembro, ocupando o grandioso complexo cultural que se consolidou como um ponto de encontro entre diversidade, história e inovação artística na Europa.

Pé de pavão

Sob a curadoria de Angela de Oliveira, a proposta da exposição vai além de um simples evento expositivo: trata-se de uma experiência sensorial em que natureza, silêncio e arte se entrelaçam em um mesmo fio condutor. “É um convite a perceber o luxo sutil da experiência: caminhar entre árvores centenárias e, ao mesmo tempo, ser tocado pela presença de obras que carregam em si a mesma profundidade do tempo. O silêncio fala, o detalhe se impõe, e a beleza se revela com naturalidade e sofisticação”, destaca a curadora.

Mariana Gadelha

O Cour des Arts é um espaço singular, que une galerias, hotel, cavalariças e um restaurante de alta gastronomia. O complexo é idealizado e conduzido por Tiago de Ales, proprietário, cavaleiro e chef, cuja atuação imprime identidade e sofisticação ao local. Entre mesas cuidadosamente preparadas, a arte encontra na hospitalidade de Tiago um cenário ainda mais completo, em que cultura e gastronomia se unem em harmonia.

A iniciativa reúne artistas brasileiros no espaço da galeria, criando um diálogo que extrapola fronteiras e inaugura uma parceria simbólica entre Brasil e Bélgica, conduzida por Angela de Oliveira e Vinicius Ott. O projeto reforça a visão da Casa 100 Gramado de que a arte deve ser um elo transformador, capaz de construir pontes e abrir novas oportunidades.

Mais do que contemplação estética, “No silêncio, a vanguarda” convida o público a mergulhar em um cenário onde o essencial se torna protagonista. Nesse encontro entre espaço histórico, criação contemporânea e atmosfera serena, a mostra traduz o espírito de um movimento que nasce na Europa e ecoa também no Brasil, unindo pessoas, culturas e propósitos.

Os artistas que participam da exposição “No silêncio, a vanguarda”: Andréa Cerqueira , Adriana Soares, Almir Tavares Lima, Ana Goulart, Cris Hettich, Cynthia Jappur, Dani Fontenelle, Danilo Borges, Denise da Cruz, Elizabeth Saito, Emanuelle Calgaro, Ericka Kateriny Guedes, Flávia Junqueira, Germano, Gilmar Stahl, Gisele Faganello, Graça Tirelli, Inês Carrelhas, Josie Mengai, Justina D'Agostino, Kátia dos Santos, Laura Kessler, Leni Zilioto , Lucas Bask, Luiza Sella, Marcelo Pax, Mariana Gadelha, Marcia Fontenelle, Meg Gerhardt, Patricia Siqueira, Patricia Di Basso, Pé de pavão, Ricardo Veras, Rosane Banger, Silvana Ravena, Sonia Gambeta, Sr Lima, Susana Urribari, Wanessa Salles e Wim Arts. Um encontro internacional onde o talento se expande e ganha novos horizontes.

Gisele Faganello

Artistas convidados – Projeto "Arte de todos e com todos": Ana Cláudia de Oliveira, Alegretti, Ivan Zanon, Eduardo Telles, Clayton Faber, Daniel Corréa, Ysabela Floriano, Robiney e Tatiana de Freitas.

Ysabela Floriano

SERVIÇO

Exposição: No silêncio, a vanguarda
Abertura: 4 de outubro de 2025
Período: de 4 de outubro a 31 de dezembro de 2025
Local: Galeria Cour des Arts – Hannut, Bélgica
Curadoria: Angela de Oliveira (contato ‪+55 54 996151701)
Expografia: Vinicius Ott
Realização: Casa 100 Gramado, em parceria com Cour des Arts
Proprietário do Complexo: Tiago de Ales – cavaleiro e chef do restaurante do espaço
Coordenação: Angela de Oliveira e Vinicius Ott
Endereço: Cour des Arts – Rue du milieu1 Petit Hallet - Hannut, Bélgica
Horários de visitação: terça a sábado, das 14h às 18h (mediante agendamento)
Assessoria de Imprensa: Gisele Lahoz

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Carga alostática

                               SA Ú DE TOTAL CONVERSAS PSICANALÍTICAS COM O DR. EDUARDO BAUNILHA                                               CARGA ALOSTÁTICA   Bem diferente da homeostase que pode ser definida como certa estabilidade realizada pelo equilíbrio, a carga alostática se refere a um momento estressante que dura mais do que deveria. E percebendo o tempo em que estamos vivendo, recheado de insegurança e falta de controle, sendo assim, extremamente imprevisível; tudo o que pode ser visto como uma ameaça a nossa sobrevivência se torna estressante. E não faltam situações, contextos, para que esta realidade seja sentida por nós. O estresse acelera o envelhecimento e potencializa o aparecimento de outros males (gordura abdominal e diabetes) por causa do cortisol. Mas tudo bem... ...

Senso do eu

                                 SA Ú DE TOTAL CONVERSAS PSICANALÍTICAS COM O DR. EDUARDO BAUNILHA                                               SENSO DO EU   Identidade. Uma palavra tão cheia de significado. Um processo que, enquanto humanos, adentramos sem ter um fim. Logo de primeira pensamos que é um trabalho contínuo e individual. Contínuo sim, individual, jamais. Nosso sendo do eu se constrói apenas com a participação de outros em experiências de conexão, em que compartilhamos fluxo de energia e informação, como confirma Daniel Siegel (2021, p. 167) no seguinte excerto: “Quando dizemos que nossas experiências de afeto moldam nosso senso do eu, o correlato neural disso é a maneira como o compartilhamento de nosso fluxo de energia e informação – nossos relacionamentos – estimu...

Distração digital

                                           SA Ú DE TOTAL CONVERSAS PSICANALÍTICAS COM O DR. EDUARDO BAUNILHA                                             DISTRAÇÃO DIGITAL Sabe quantas vezes verificamos nosso celular, em média, por dia? 221 vezes. Segundo Hertz (2020), isso soma 3h15min de uso diário médio, quase 1200 horas por ano. Olha que estes dados são de 2020. Certamente os números são bem maiores no momento. A distração digital se tornou tão preocupante que em lugares como Sydney, Tel Aviv e Seul, os urbanistas tomaram a seguinte medida: instalaram luzes de pare/siga nas calçadas para que os pedestres possam perceber e ver se é seguro atravessar a sua sem se desviarem os olhos da tela. Assustador, não é? E quer ver como tal medida deu certo? Na Coreia do ...